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PIB global pode crescer 15,7% até 2050 com investimento em sustentabilidade, diz ONU

22 fev

Para alguns pode parecer muito tempo, ou então, 2% do PIB mundial um pouco expressivo..

Mas o tempo da natureza é tão subjetivo, que para facilitar a nossa compreensão, o ecologista norte-americano David Brower comparou a idade da Terra ao tempo de uma semana:

Tomemos os seis dias da semana para representar o que de fato se passou em cinco bilhões de anos. O nosso planeta nasceu numa segunda-feira, a zero hora. A Terra formou-se na segunda, terça e quarta-feira até o meio-dia. A vida começa quarta-feita ao meio-dia e desenvolve-se em toda sua beleza orgânica durante os quatro dias seguintes. Somente às quatro da tarde de domingo é que os grandes répteis aparecem. Cinco horas mais tarde, às nove da noite, quando as sequoias brotam da terra, os grandes répteis desaparecem.

O homem surge só três minutos antes da meia-noite de domingo. A um quarto de segundo antes da meia-noite, cristo nasce. A um quadragésimo de segundo antes da meia-noite, inicia-se a Revolução Industrial. Agora é meia-noite, de domingo e estamos rodeados por pessoas que acreditam que aquilo que fazem há um quadragésimo de segundo pode durar indefinidamente.

Incrível como a espécie humana apesar de ser das últimas formas a se manifestar na Terra, já representa uma ameaça real a si própria, às outras espécies e ao mundo que a acolhe. Metafóricamente tenho certeza de que se fôssemos locatários de nosso lugar na terra estaríamos a ser despejados a qualquer momento, tamanha a indolência com que nos relacionamos com este ambiente.

Bom quanto ao relatório divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (Unep, na sigla em inglês), aponta que um investimento anual de 2% do PIB global (que correponde a investimentos equivalentes a US$ 1,3 trilhão anuais,cerca de R$ 2,15 trilhões)  para adaptar as economias a um futuro mais sustentável poderia trazer como benefício secundário um crescimento econômico de 15,7% até 2050.

Mas será mesmo muito expressivo este investimento, levando-se em consideração a realocação de subsídios?

Pavan Sukhdev, diretor da Iniciativa para uma Economia Verde da Unep, afirma que ‘há ações rápidas que podem ser tomadas, começando literalmente já’.

‘Desde a redução ou retirada total dos US$ 600 bilhões de subsídios para os combustíveis fósseis até o redirecionamento de mais de US$ 20 bilhões que recompensam perversamente os envolvidos na pesca insustentável’, diz.

As áreas para investimento identificadas pela Unep são: agricultura, construções, suprimento de energia, pesca, florestas, indústria, turismo, transporte, manejo de lixo e água.

A Transição é real – ‘A economia verde – como documentada e ilustrada neste relatório – oferece uma análise focada e pragmática sobre como os países, as comunidades e as corporações devem fazer uma transição para um padrão mais sustentável de consumo e produção’, afirma o diretor-executivo do Unep, Achim Steiner.

‘Com 2,5 bilhões de pessoas vivendo com menos de US$ 2 por dia e com mais de 2 bilhões de pessoas sendo acrescentadas à população global até 2050, está claro que devemos continuar a desenvolver e fomentar nossas economias’, disse.

‘Mas esse desenvolvimento não pode acontecer às custas dos próprios sistemas de apoio à vida na terra, nos oceanos ou na atmosfera, que sustentam nossas economias e, assim, as vidas de cada um de nós’, observou.(Fonte: G1)


REFERÊNCIAS:

TRIGUEIRO, André. Espiritismo e Ecologia. Rio de Janeiro: FEB, 2009. 148 p.

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Brasil é o novo membro do Painel de Sustentabilidade Global da ONU

22 fev

Boa notícia, a ministra Izabella Teixeira aceitou o convite feito há alguns dias pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, para compor o Painel de Alto Nível sobre Sustentabilidade Global. Esperamos que este comprometimento reflita em boas ações relacionadas a decisões de âmbito nacional.

Criado em agosto de 2010, o painel é focado na discussão de oportunidades e desafios do desenvolvimento sustentável. Ele reúne personalidades renomadas mundialmente para formular um novo projeto de desenvolvimento para o Planeta. E o Brasil não podia ficar fora disso.

Reconhecendo que as alterações climáticas, a escassez de água, a perda da biodiversidade, a destruição de ecossistemas e as mudanças nos padrões demográficos e de consumo exigem novas abordagens para garantir o alcance dos Objetivos do Milênio, o painel pretende explorar abordagens para a construção de uma economia ‘verde’, de baixo carbono, capaz de erradicar a pobreza e garantir vida digna para todos. (Fonte: Maiesse Gramacho/ MMA)