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Já Ouviu Falar em Bens Comuns?

25 fev

Comenta-se, com freqüência, a respeito da internacionalização da Amazônia, uma vez que ela sempre ocupou lugar privilegiado em âmbito de recurso natural. Isso pode ser justificado pelo fato do território florestal da Amazônia corresponder a 40% do território brasileiro e conter cerca de 50% da biodiversidade mundial. Soma-se a isso, a região possuir 7 mil espécies de animais vertebrados, 20 mil de microorganismos e mais de um milhão de espécies de animais invertebrados. E mesmo assim, juntamente com todo o conhecimento, científico e tradicional, ainda não se chegou a 1% de conhecimento da biodiversidade amazônica.

Filhote de Mico-leão-dourado.

É notório que tais privilégios, resultam em uma competição e conflitos nacionais e internacionais no contexto de exploração dos bens naturais do Brasil. (Fonte: Lorena Marsolla)

Tais bens como a água, as florestas, minérios, são bens comuns, e o melhor gestor destas riquezas  não é a iniciativa privada como vem acontecendo. Com base nas teorias de Elinor Ostrom, Prêmio Nobel de Economia de 2009, posso com toda certeza afirmar que as comunidades ao qual estes recursos estão inseridos localmente são os melhores gestores, a partir do momento que estão empoderados e comprometidos com com o papel de preservar para a contemplação das gerações futuras.

Assim como o inovador nobel de 2009, estuda-se o nobel de 1994 do ilustríssimo John Nash, aquele mesmo do filme Mente Brilhante que incentivo todos a assistir. Ele é responsável pela percepção de que existe sim um ponto (Equilíbrio de Nash, teoria do melhor para todos) ao qual todos saem beneficiados, negando a teoria clássica de Adan Smith de que se todos buscarem o melhor para si, a economia ajusta-se ao melhor para todos.

Agradecimentos a Engenheira Ambiental: Lorena Marsolla

 

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