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Papo sério de carnaval!

4 mar

É minha gente, carnaval.. Mas nem por isso podemos deixar de ter papo sério.. certo? Let´s go então!

Já pararam pra pensar na infinidade de porcalhices que realizamos neste período? Com perdão da palavra e, em respeito ao pobre do animal chamarei de barbarismos! É meus amigos convido-os a refletirem este período tão curto de tempo, mas que traz uma avalanche de caos consigo.

Não faço uma crítica a alegria que floresce, ou ao colorido deste período.. Nem ao deixar de lado o peso do dia-a-dia.. Mas sim em colocarmos nossa racionalidade de lado a custa de uma euforia passageira..Sim barbarismo!

Consumo exagerado, microlixo pelas ruas, macrolixos dos desfiles, excessos que provocam acidentes e violência, urina por todos os lados..

Tive a oportunidade de ler, A Breve História do Mito de KAREN ARMSTRONG, recomendo!

Tomo a liberdade de dispor sob minha ótica uma passagem do livro em que a autora faz uma reflexão a respeito da sacralização do ambiente.

Criamos um limite, uma espécie de zona neutra, com a criação dos templos. Então em um passe de mágica toda a natureza que sempre nos foi o universo do sagrado poderia ser profanada e somente quando adentrássemos em um templo toda a reverência e respeito que outrora tínhamos pela a criação se limitaria a aquele espaço. É nítida esta observação, em ambientes sacralizados tomamos cuidado até com nossas palavras.

Temos muito o que apreender, façamos como os povos filhos desta terra, irmãos de peles-vermelhas que cultivam o respeito inigualado à mãe-terra e todas as formas de vida.  

Todos os homens são iguais, nosso próximo é nosso irmão,  todos estão ligados por laços indissolúveis a toda a natureza, as nações podem viver em paz, e  todos os seres criados pelo Grande Espírito são unos. Relato de Tomawak (Nação Iroquesa).

Então faço um apelo, ao menos lembrem-se mesmo que não seja sagrado a você é sagrado ao outro! Estímulos: Respeito com o planeta, com o outro e com nós mesmos. Nosso corpo morada do espírito!

Thaianna Cardoso

Já Ouviu Falar em Bens Comuns?

25 fev

Comenta-se, com freqüência, a respeito da internacionalização da Amazônia, uma vez que ela sempre ocupou lugar privilegiado em âmbito de recurso natural. Isso pode ser justificado pelo fato do território florestal da Amazônia corresponder a 40% do território brasileiro e conter cerca de 50% da biodiversidade mundial. Soma-se a isso, a região possuir 7 mil espécies de animais vertebrados, 20 mil de microorganismos e mais de um milhão de espécies de animais invertebrados. E mesmo assim, juntamente com todo o conhecimento, científico e tradicional, ainda não se chegou a 1% de conhecimento da biodiversidade amazônica.

Filhote de Mico-leão-dourado.

É notório que tais privilégios, resultam em uma competição e conflitos nacionais e internacionais no contexto de exploração dos bens naturais do Brasil. (Fonte: Lorena Marsolla)

Tais bens como a água, as florestas, minérios, são bens comuns, e o melhor gestor destas riquezas  não é a iniciativa privada como vem acontecendo. Com base nas teorias de Elinor Ostrom, Prêmio Nobel de Economia de 2009, posso com toda certeza afirmar que as comunidades ao qual estes recursos estão inseridos localmente são os melhores gestores, a partir do momento que estão empoderados e comprometidos com com o papel de preservar para a contemplação das gerações futuras.

Assim como o inovador nobel de 2009, estuda-se o nobel de 1994 do ilustríssimo John Nash, aquele mesmo do filme Mente Brilhante que incentivo todos a assistir. Ele é responsável pela percepção de que existe sim um ponto (Equilíbrio de Nash, teoria do melhor para todos) ao qual todos saem beneficiados, negando a teoria clássica de Adan Smith de que se todos buscarem o melhor para si, a economia ajusta-se ao melhor para todos.

Agradecimentos a Engenheira Ambiental: Lorena Marsolla

 

Olá Mundo!

21 fev

A criação deste blog tem a intenção de refletir e dispor a todos aqueles que arriscam-se ao desafio de Educar, ferramentas para ações e práticas com seus grupos. Educar para uma nova postura cultural e um novo olhar gerador de comportamentos condizentes com a era de relações sustentáveis a qual vivemos.

Entendemos que para isto é imprescindível uma abordagem pedagógica que, religue-nos a natureza e conosco mesmo, ou seja, que se construa uma ética e uma estética de beleza nas relações entre o humano e a natureza, através da formação e capacitação no processo de mediação da reconstrução do mundo numa perspectiva sustentável.

A escolha do nome RELLIGARE nos direciona a idéia de que Educação Ambiental é uma estratégia pedagógica para a construção de um religare cognitivo do humano com a natureza e consigo mesmo, já que compreendemos que a indiferença do humano com a natureza que se relaciona é um defeito nesta ligação.

Em resumo a abordagem cognitiva objetiva a aprendizagem das pessoas em aprender com o próprio operar pela atuação entre os sistemas: imunológico, responsável pelo processamento das emoções e, neurológico, responsável pelo processamento dos sentimentos. Justificando a suma importância da abordagem construtivista contrapondo os moldes expositivos da educação tradicional.

Parece um pouco óbvio, afinal quando fazemos aprendemos mais facilmente do que quando somente observamos, porém não é uma tarefa fácil possibilitarmos esse processo todos os dias, dinâmicas.. vivências.. existe uma infinidade de recursos que se usados a favor dos educadores representam resultados incríveis no processo pedagógico, tratando-se de educação ambiental principalmente.

Este desafio também é compartilhado por mim, Thaianna Cardoso em Santa Catarina e Laís Emily em Minas Gerais, amiga e futura colega de profissão que tenho a felicidade de ter comigo neste Projeto, realizaremos atividades nas comunidades e tentaremos descrever a vocês processos e resultados para que possam ser replicados em mais ações pelo país.

Esperamos que esta economia de experiência seja de bom proveito a educadores deste país, e contamos com a contribuição de todos que possam nos enriquecer com boas práticas.

Thaianna Cardoso

RELLIGARE!!!

REFERÊNCIAS:

SILVA, Daniel Jose da. Uma abordagem cognitiva ao planejamento estratégico do desenvolvimento sustentável. 1998. 240f. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção – Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 1998, 240f.